{"id":4558,"date":"2026-03-12T17:25:45","date_gmt":"2026-03-12T20:25:45","guid":{"rendered":"https:\/\/bittarneurociencia.com.br\/?p=4558"},"modified":"2026-03-13T07:55:44","modified_gmt":"2026-03-13T10:55:44","slug":"estresse-uti-pelo-rastreamento-do-olhar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bittarneurociencia.com.br\/en\/estresse-uti-pelo-rastreamento-do-olhar\/","title":{"rendered":"O que o olhar nos revela sobre o estresse na UTI"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como o olhar das enfermeiras revela o peso do trabalho na UTI<\/h2>\n\n\n\n<p>Em meio a sons incessantes de monitores, luzes piscando e decis\u00f5es que precisam ser tomadas em segundos, o <strong><mark style=\"background-color:#282828;color:#2bd3c9\" class=\"has-inline-color\">olhar de uma enfermeira<\/mark><\/strong> pode dizer mais do que mil palavras. Cada fixa\u00e7\u00e3o, cada <strong><mark style=\"background-color:#282828;color:#2bd3c9\" class=\"has-inline-color\">movimento ocular<\/mark><\/strong> e at\u00e9 o di\u00e2metro da pupila podem refletir o n\u00edvel de estresse e de sobrecarga mental vividos durante um plant\u00e3o. Essa \u00e9 a premissa de um estudo conduzido por pesquisadores dos Estados Unidos, que usou tecnologia de <strong><mark style=\"background-color:#282828;color:#2bd3c9\" class=\"has-inline-color\">rastreamento ocular para medir o esfor\u00e7o cognitivo<\/mark><\/strong> e o estresse de enfermeiras de unidades de terapia intensiva (UTI) em tempo real.<\/p>\n\n\n\n<p>Publicado na revista Human Factors and Ergonomics Society, o trabalho de um grupo de pesquisadores de Houston, Texas, prop\u00f5e um olhar diferente sobre o que significa cuidar em um dos ambientes mais desafiadores, um hospital. Ao observar o <strong><mark style=\"background-color:#282828;color:#2bd3c9\" class=\"has-inline-color\">comportamento ocular de profissionais da enfermagem<\/mark><\/strong>, os autores mostraram que o estresse e a sobrecarga mental n\u00e3o s\u00e3o apenas sentimentos subjetivos, eles deixam marcas vis\u00edveis nos olhos.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um laborat\u00f3rio dentro da UTI<\/h2>\n\n\n\n<p>A rotina de uma enfermeira de UTI \u00e9 uma das mais complexas do sistema de sa\u00fade. \u00c9 preciso monitorar equipamentos, administrar medicamentos, atender familiares e reagir rapidamente a emerg\u00eancias. Tudo isso exige <strong><mark style=\"background-color:#282828;color:#2bd3c9\" class=\"has-inline-color\">alta concentra\u00e7\u00e3o, racioc\u00ednio cl\u00ednico e uma coordena\u00e7\u00e3o constante entre pensamento e a\u00e7\u00e3o<\/mark><\/strong>. At\u00e9 agora, medir o impacto mental dessa jornada era um desafio. Estudos anteriores se baseavam em question\u00e1rios, \u00edndices de carga de trabalho ou medidas fisiol\u00f3gicas pontuais, como batimentos card\u00edacos e condut\u00e2ncia da pele.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa dificuldade em mensurar a sobrecarga mental em ambientes cr\u00edticos tamb\u00e9m \u00e9 discutida em outros estudos da neuroci\u00eancia aplicada ao trabalho, como abordado na <a href=\"https:\/\/bittarneurociencia.com.br\/biblioteca\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/bittarneurociencia.com.br\/biblioteca\/\"><strong><mark style=\"background-color:#282828;color:#2bd3c9\" class=\"has-inline-color\">Biblioteca da Bittar Neuroci\u00eancia<\/mark><\/strong>,<\/a> que re\u00fane pesquisas sobre carga cognitiva e desempenho humano em contextos complexos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores decidiram ir al\u00e9m. Em vez de confiar apenas em autorrelatos, colocaram sensores diretamente no corpo e nos olhos das profissionais, transformando o pr\u00f3prio ambiente hospitalar em um laborat\u00f3rio naturalista de neuroergonomia.<\/p>\n\n\n\n<p>Participaram do estudo 21 enfermeiras de uma UTI cardiovascular do Houston Methodist Hospital, que foram monitoradas durante plant\u00f5es completos de 12 horas, diurnos e noturnos. Cada participante usou os \u00f3culos Tobii Pro Glasses 2, equipados com c\u00e2meras capazes de registrar movimentos oculares, al\u00e9m de uma pulseira Empatica E4, que mede varia\u00e7\u00f5es de batimentos card\u00edacos, temperatura e atividade eletrod\u00e9rmica.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados coletados permitiram avaliar m\u00e9tricas precisas do olhar, como n\u00famero e dura\u00e7\u00e3o das fixa\u00e7\u00f5es, dura\u00e7\u00e3o das sacadas, di\u00e2metro pupilar e entropia do olhar (o grau de aleatoriedade na varredura visual). Ao mesmo tempo, o estresse fisiol\u00f3gico foi quantificado por meio do \u00cdndice de Estresse de Baevsky, calculado a partir da variabilidade dos intervalos entre batimentos card\u00edacos.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mais carga mental no in\u00edcio dos turnos<\/h2>\n\n\n\n<p>Uma das perguntas centrais da pesquisa era se a carga mental das enfermeiras variava ao longo do plant\u00e3o. O resultado foi revelador: embora o n\u00edvel geral de esfor\u00e7o cognitivo fosse semelhante entre os turnos diurnos e noturnos, <strong><mark style=\"background-color:#282828;color:#2bd3c9\" class=\"has-inline-color\">os momentos mais cr\u00edticos aconteciam logo no in\u00edcio das jornadas<\/mark><\/strong>, especialmente durante o per\u00edodo de passagem de plant\u00e3o, quando as profissionais recebem as informa\u00e7\u00f5es dos pacientes e assumem as responsabilidades do turno.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><mark style=\"background-color:#282828;color:#2bd3c9\" class=\"has-inline-color\">Durante essa fase, as m\u00e9tricas oculares indicaram maior carga cognitiva<\/mark><\/strong>: o n\u00famero de fixa\u00e7\u00f5es e de sacadas era menor, as sacadas duravam menos tempo e a dispers\u00e3o do olhar tamb\u00e9m diminu\u00eda. Em termos simples, as enfermeiras direcionavam a aten\u00e7\u00e3o a poucos pontos do ambiente, com movimentos r\u00e1pidos e concentrados, refletindo um padr\u00e3o t\u00edpico de esfor\u00e7o mental elevado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><mark style=\"background-color:#282828;color:#2bd3c9\" class=\"has-inline-color\">No decorrer do plant\u00e3o, esses indicadores voltavam a se estabilizar<\/mark><\/strong>, refletindo uma menor sobrecarga cognitiva ap\u00f3s a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s rotinas de cuidado e \u00e0 estabiliza\u00e7\u00e3o dos pacientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Curiosamente, o di\u00e2metro pupilar aumentava ao longo do turno, um achado que, \u00e0 primeira vista, contradiz a ideia de que pupilas maiores indicam mais esfor\u00e7o mental. Os autores sugerem que fatores externos, como varia\u00e7\u00f5es de luminosidade, fadiga e consumo de cafe\u00edna, podem influenciar essa medida fisiol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando o estresse altera o olhar<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" data-id=\"4569\" src=\"https:\/\/bittarneurociencia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Gemini_Generated_Image_d1apbud1apbud1ap-1-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4569\" srcset=\"https:\/\/bittarneurociencia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Gemini_Generated_Image_d1apbud1apbud1ap-1-1024x576.png 1024w, https:\/\/bittarneurociencia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Gemini_Generated_Image_d1apbud1apbud1ap-1-300x169.png 300w, https:\/\/bittarneurociencia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Gemini_Generated_Image_d1apbud1apbud1ap-1-768x432.png 768w, https:\/\/bittarneurociencia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Gemini_Generated_Image_d1apbud1apbud1ap-1.png 1220w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O estudo tamb\u00e9m investigou a rela\u00e7\u00e3o entre o estresse e os movimentos oculares. A an\u00e1lise revelou padr\u00f5es consistentes: <strong><mark style=\"background-color:#282828;color:#2bd3c9\" class=\"has-inline-color\">quanto maior o n\u00edvel de estresse, mais as enfermeiras apresentavam aumento no n\u00famero de fixa\u00e7\u00f5es e maior entropia visual<\/mark><\/strong>, ou seja, seus olhares se tornavam mais dispersos e aleat\u00f3rios, como se buscassem constantemente novos pontos de aten\u00e7\u00e3o. <strong><mark style=\"background-color:#282828;color:#2bd3c9\" class=\"has-inline-color\">Ao mesmo tempo, o di\u00e2metro pupilar e a dura\u00e7\u00e3o das sacadas diminu\u00edam<\/mark><\/strong>, indicando que o estresse levava a uma aten\u00e7\u00e3o fragmentada e menos eficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses achados se alinham com a teoria do controle atencional, onde a ansiedade prejudica a capacidade de manter o foco e aumenta a tend\u00eancia a se distrair com est\u00edmulos perif\u00e9ricos. No ambiente cr\u00edtico da UTI, essa oscila\u00e7\u00e3o do foco pode ter implica\u00e7\u00f5es diretas na seguran\u00e7a do paciente e no desempenho da equipe.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo mostrou que <strong><mark style=\"background-color:#282828;color:#2bd3c9\" class=\"has-inline-color\">o trabalho noturno estava particularmente associado a n\u00edveis mais altos de estresse fisiol\u00f3gico<\/mark><\/strong>: a chance de apresentar um estado de estresse elevado era quase quatro vezes maior durante os turnos noturnos em compara\u00e7\u00e3o aos diurnos.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dos olhos ao c\u00e9rebro<\/h2>\n\n\n\n<p>A principal inova\u00e7\u00e3o do estudo est\u00e1 em demonstrar que o rastreamento ocular cont\u00ednuo pode ser uma ferramenta poderosa para avaliar, em tempo real, o estado cognitivo de profissionais da sa\u00fade em situa\u00e7\u00f5es reais, e n\u00e3o apenas em simula\u00e7\u00f5es. Diferentemente de escalas subjetivas como o NASA-TLX, o m\u00e9todo permite observar flutua\u00e7\u00f5es de carga mental minuto a minuto, sem interromper o trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>No futuro, <strong><mark style=\"background-color:#282828;color:#2bd3c9\" class=\"has-inline-color\">os autores vislumbram sistemas capazes de integrar dados de pupila e fixa\u00e7\u00e3o a plataformas de monitoramento hospitalar<\/mark><\/strong>, alertando gestores quando o n\u00edvel de carga cognitiva atingir um limiar cr\u00edtico. Isso poderia permitir interven\u00e7\u00f5es imediatas, como inser\u00e7\u00e3o pausas, redistribui\u00e7\u00e3o de tarefas e apoio psicol\u00f3gico, minimizando os riscos por sobrecarga cognitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a abordagem pode ser adaptada a outras \u00e1reas de alta press\u00e3o, como centros cir\u00fargicos, controle de tr\u00e1fego a\u00e9reo ou opera\u00e7\u00f5es industriais, onde o desempenho humano \u00e9 decisivo e o erro pode custar vidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores destacam que o ambiente real de UTI \u00e9 imprevis\u00edvel e repleto de vari\u00e1veis dif\u00edceis de controlar, como diferen\u00e7as individuais de experi\u00eancia, estrat\u00e9gias de coping (enfrentamento), ilumina\u00e7\u00e3o e at\u00e9 a evolu\u00e7\u00e3o do paciente atendido. Assim sendo, essa jun\u00e7\u00e3o de vari\u00e1veis pode influenciar as medi\u00e7\u00f5es oculares e os resultados.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, o trabalho de Ahmadi e colegas abre caminho para novos estudos em neuroergonomia aplicada \u00e0 sa\u00fade, que busca compreender e otimizar a intera\u00e7\u00e3o entre mente, corpo e tecnologia em contextos de trabalho cr\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ver o invis\u00edvel<\/h2>\n\n\n\n<p>Na UTI, cada segundo e cada decis\u00e3o importam. Mas o que muitas vezes passa despercebido, como o movimento dos olhos de quem cuida, pode ser uma maneira para entender o impacto nesse tipo de ambiente. <strong><mark style=\"background-color:#282828;color:#2bd3c9\" class=\"has-inline-color\">\u201cNossos resultados mostram que o olhar pode funcionar como um term\u00f4metro do estresse e da carga mental\u201d<\/mark><\/strong>, escrevem os autores.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao transformar o olhar em dado, a pesquisa oferece mais do que um m\u00e9todo, oferece empatia. Afinal, cuidar de quem cuida tamb\u00e9m exige ver al\u00e9m do que est\u00e1 diante dos olhos.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo intitulado <strong><mark style=\"background-color:#282828;color:#2bd3c9\" class=\"has-inline-color\"><a href=\"https:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/10.1177\/00187208221085335\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/10.1177\/00187208221085335\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cQuantifying Workload and Stress in Intensive Care Unit Nurses: Preliminary Evaluation Using Continuous Eye-Tracking.\u201d<\/a><\/mark><\/strong>, foi publicado em 2024 na revista Human Factors e escrito por Nima Ahmadi, Farzan Sasangohar, Jing Yang, Denny Yu, Valerie Danesh, Steven Klahn e Faisal Masud.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como o olhar das enfermeiras revela o peso do trabalho na UTI Em meio a sons incessantes de monitores, luzes piscando e decis\u00f5es que precisam ser tomadas em segundos, o olhar de uma enfermeira pode dizer mais do que mil palavras. 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